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União Europeia deve apoiar Moçambique “o mais rapidamente possível”

Videoconferência do Conselho de Negócios Estrangeiros

19 abr · 21h00

Augusto Santos Silva, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 - António Pedro Santos/LUSA

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considera “essencial” e “urgente” reforçar a cooperação entre a União Europeia e Moçambique, no contexto da onda de violência na província de Cabo Delgado, no norte daquele país.

 

Augusto Santos Silva afirmou, em conferência de imprensa após o Conselho de Negócios Estrangeiros, que na reunião houve um debate “em favor da rapidez na decisão sobre uma missão de apoio à formação e ao treino de tropas moçambicanas, para que a componente de paz e de segurança da cooperação entre a União Europeia e Moçambique seja devidamente reforçada”.

 

Santos Silva sublinhou que ficou claro, entre os 27, “o sentido de urgência: quanto mais tarde nós interviermos no apoio a Moçambique, no seu combate ao terrorismo, mais forte ficará o terrorismo. Portanto, teremos de intervir o mais rapidamente possível”, acrescentando que “nunca esteve, nem está, em questão a presença de tropas estrangeiras em território moçambicano”, mas sim “uma missão dirigida à formação e treino militar de tropas especiais”, concluiu.

 

Desde 2017 que a província de Cabo Delgado, a cerca de 2500 quilómetros da capital, Maputo, é alvo de ataques de diversos grupos armados, numa onda de violência que gerou cerca 700 mil deslocados, de acordo com as Nações Unidas, e um número indeterminado de mortos.

Cooperação na região do Indo-Pacífico

Na reunião dos chefes da diplomacia da UE, que teve lugar por videoconferência e que foi presidida, a partir de Bruxelas, pelo Alto Representante da União para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, os 27 aprovaram conclusões sobre uma estratégia da UE para a cooperação na região do Indo-Pacífico.

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Augusto Santos Silva, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 / Pedro Sá da Bandeira

O objetivo desta estratégia é contribuir para a estabilidade, a segurança, a prosperidade e o desenvolvimento sustentável da região, numa altura em que esta assiste ao aumento dos desafios e das tensões. O Conselho encarregou o Alto Representante e a Comissão de elaborarem, até setembro, uma comunicação conjunta sobre a cooperação na região do Indo-Pacífico.