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Presidência Portuguesa quer um “ponto de viragem” na relação entre a União Europeia e África

Fórum de Investimento Verde de Alto Nível UE-África

22 abr · 12h00

© Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia / Pedro Sá da Bandeira

O Fórum de Investimento Verde de Alto Nível UE-África será um “ponto de viragem” e um momento privilegiado para transformar a relação entre os dois continentes numa “parceria efetiva”, considera o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

 

Francisco André sublinha que o objetivo da Presidência Portuguesa do Conselho da UE — que organiza, em conjunto com o Banco Europeu de Investimento, o evento de sexta-feira — é tornar a “agenda verde num pilar estruturante das relações” entre as duas geografias.

 

Para uma efetiva transição verde, defende o Secretário de Estado, “é preciso tornar os nossos modelos de negócio mais sustentáveis e ter em conta que ter lucro, criar emprego e gerar riqueza, tem de ser feito de forma sustentável e respeitando os recursos naturais do planeta”.

 

Neste contexto da pandemia de COVID-19, Francisco André entende que existe uma oportunidade para “reconstruir” as economias de forma “mais sustentável”, e por isso o Fórum UE-África pode criar as condições para passar à prática o consenso sobre a necessidade de agir sobre as alterações climáticas: “África é um dos continentes que menos contribuem para o aquecimento global, é um emissor muito baixo de CO2, mas é também um dos mais afetados pelas consequências deste mesmo aquecimento global. Os quatro países mais afetados, no mundo, pelas alterações climáticas, estão em África: Moçambique, Maláui, Gana e Madagáscar”. O governante conclui, por isso, que é urgente “desenhar políticas públicas consequentes”, que promovam a transição verde “e que sejam atrativas para o setor privado”.

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Francisco André, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 / Pedro Sá da Bandeira

No âmbito da União Europeia, recorda Francisco André, existe, desde março, um novo instrumento financeiro para a cooperação e para o desenvolvimento, conhecido como Europa Global. “Tem os meios fundamentais para atuarmos, para que a Europa possa passar de um mero diálogo a uma concretização prática destas políticas e desta vontade de parcerias com África”, diz. Este instrumento tem um montante de quase 30 mil milhões de euros reservados para África, dos quais 30% estão destinados a investimentos com objetivos climáticos.

 

O Fórum de Investimento Verde de Alto Nível UE-África, a 23 de Abril, terá a participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e do Primeiro-Ministro, António Costa, entre numerosos representantes de instituições europeias e africanas.

Green Talks reuniram cinco mil participantes

Durante um mês, a Presidência Portuguesa do Conselho da UE e o Banco Europeu de Investimento promoveram mais de 25 conferências digitais, designadas “Green Talks”, sobre desenvolvimento sustentável e investimento verde em África.

 

Os debates decorreram por videoconferência a partir de várias cidades europeias e africanas, ouvindo decisores públicos, políticos, académicos, especialistas, empresários e organizações não-governamentais, reunindo mais de cinco mil participantes.

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