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Peritos e governantes destacam respostas integradas para além da pandemia

26 mar · 10h30

© Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 - António Pedro Santos/LUSA

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, destacou as "novas" ferramentas que “permitiram preparar as instituições e infraestruturas para respostas mais concertadas, mais inclusivas, resilientes e sustentáveis, criando modelos de cooperação, parcerias e alianças estratégicas reforçadas”.

 

Durante a sessão de encerramento da Conferência sobre Saúde Global, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Direção-Geral da Saúde, ressaltou o papel da UE na aquisição de equipamentos de proteção individual, máscaras e ventiladores, bem como o apoio a Portugal de profissionais de saúde de outros países da União Europeia.

“ E se é importante assegurar o acesso de todos os países às vacinas contra a COVID-19, também é importante a garantia de respostas para além da pandemia. Se é possível haver mobilização para a investigação no âmbito da COVID-19, será, certamente, também possível unir esforços para o combate à malária e outras doenças tropicais negligenciadas. O reforço do papel da UE na saúde global começa hoje. ”

António Lacerda Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde

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António Lacerda Santos, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 / Pedro Sá da bandeira

António Lacerda Sales destacou ainda o papel de Portugal no âmbito da cooperação internacional, nomeadamente com os países lusófonos. “Foi assim com o Ébola, por exemplo, e está a ser assim com a COVID-19, com os nossos organismos – Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e Instituto de Emergência Médica – a garantirem a cooperação no terreno”.

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Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 - António Pedro Santos/LUSA

Durante a sessão de encerramento, a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, partilhou algumas das mensagens principais retiradas da Conferência sobre Saúde Global. “Realço a saúde global e a diplomacia de saúde no âmbito da União Europeia, a saúde global em África e a importância de parcerias e alianças estratégicas na cooperação UE-África”, sublinhou. E apontou, ainda, “a relevância das lideranças no alcance da cobertura universal de saúde, na minimização do impacte das alterações climáticas na saúde e na abordagem ‘Uma só Saúde’, tão relevante na resposta a desafios como a resistência aos antimicrobianos, a segurança sanitária e a preparação para futuras pandemias, nomeadamente provocadas por doenças transmitidas por vetores”.

 

Em linha com as declarações do Diretor-Geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, que referiu na sessão de abertura que, “quando a saúde está em risco, tudo está em risco”, Graça Freitas referiu que “a saúde e o bem-estar das pessoas, apoiados por sistemas de saúde resilientes e pela capacidade dos países para prevenir, detetar e responder a ameaças de saúde transfronteiriças e a catástrofes naturais, têm um impacto significativo na economia, na segurança e no desenvolvimento.” E considerou ainda ser necessário compreender a natureza multissetorial da saúde, para “a efetiva adoção da ‘Saúde em todas as políticas’ e, diria mesmo, de ‘todas as políticas na saúde’”.

Ao longo do dia, foi amplamente abordado o tema da cooperação, nomeadamente com os países africanos, em particular no painel subordinado ao tema “Saúde global e África”. Magda Robalo, alta-comissária para a COVID-19 na Guiné-Bissau, avisou que não é possível “regressar ao normal” após a pandemia no que diz respeito às relações UE-África: “A relação tem de ser repensada e reformulada", para "se incluir o reconhecimento de que África é o vizinho mais próximo da Europa".



Na sessão sobre alianças estratégicas para a área da vacinação, a diretora regional para África da Organização Mundial da Saúde (OMS), Matshidiso Moeti, destacou o papel crucial da União Europeia para atingir as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (para 2030): "A pandemia demonstrou que as ameaças à saúde podem paralisar vidas e economias. Juntos, podemos usar esta experiência para conseguir maior financiamento para a saúde a nível continental e nacional. Nesta área da saúde, podemos dirigir os recursos internos de cada país e definir as prioridades da colaboração europeia no sentido de fazer investimentos mais horizontais e menos fragmentados. Se colocarmos a ênfase na equidade, alcançaremos maior progresso."

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© Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 / Pedro Sá da Bandeira

No âmbito da vacinação, no painel sobre a abordagem “One Health”, a diretora do Centro Europeu de Controlo e Prevenção das Doenças (ECDC), Andrea Ammon, escolheu o tema da desinformação, apelando ao alinhamento das orientações clínicas a nível internacional.


Apelou a uma “abordagem mais proativa”, recomendando o uso de fontes confiáveis de informação para as pessoas, como o Portal Europeu de Informação sobre Vacinação, que é uma iniciativa da UE, do ECDC e da Agência Europeia de Medicamentos.