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Impactos da crise não vão ser neutros em género

05 mar · 18h00

Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia / Pedro Sá da Bandeira

“No próximo dia 8 de março, assinalamos o Dia Internacional das Mulheres: este é o tempo certo para reconhecer que a luta pela igualdade de género é uma luta diária e que temos de nos empenhar para ver com clareza o que precisamos de mudar”, afirmou a Ministra de Estado e da Presidência na sessão de abertura do webinar intitulado “Igualdade de Género como Fator de Recuperação”, organizado no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

 

Nesta sessão, foram apresentados os resultados de uma pesquisa, elaborada pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) para a Presidência Portuguesa, sobre o impacto socioeconómico da COVID-19 na igualdade de género. “Os impactos desta crise não vão ser neutros em género, vão afetar de forma diferente homens e mulheres”, realçou Mariana Vieira da Silva.

 

Mas, para além dos números, esta pesquisa ajuda a perceber e a expor desafios: “Atrás dos números, está a dura realidade que as mulheres enfrentam com a pandemia. Mulheres que estão na linha da frente, mas que continuam a ser deixadas para trás”, afirmou a Ministra portuguesa.

“ A minha principal mensagem é que só podemos mudar o que conseguimos ver com clareza. A nossa Presidência pretende que estes dados contribuam para a construção das nossas políticas públicas, como um forte sinal político para realçar a importância de falar sobre as desigualdades a longo prazo ”

Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência

A COVID-19 veio agravar desigualdades que já existiam. O teletrabalho, por exemplo, trouxe novos desafios na conciliação da vida pessoal e profissional. Sendo esta uma preocupação comum de todos os Estados-Membros, as políticas devem responder não só a desigualdades cíclicas, mas também a fatores estruturais. “As nossas ações devem fortalecer os princípios que visam tornar a Europa mais inclusiva e mais igual”, considerou Vieira da Silva.

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© Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia / Pedro Sá da Bandeira

“ Estávamos cientes, quando assumimos a Presidência do Conselho da União Europeia, de que as consequências socioeconómicas da pandemia iam começar a surgir e, desde o início, quisemos entender esses impactos e trabalhar em respostas políticas alicerçadas em dados reais ”

Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência

Um dia depois de ter sido adotado o Plano de Ação sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, a Ministra da Presidência destacou também a proposta de implementação de medidas de transparência salarial: “Implementar o princípio de pagamento igual para trabalho igual é vital para reduzir as disparidades de salários e pensões e para proteger as mulheres trabalhadoras.”

 

A Ministra concluiu que é fundamental que a União Europeia e os Estados-Membros assumam a igualdade de género como “um motor para a recuperação” e saudou a Comissão Europeia por introduzir e integrar a perspetiva de género nos Planos de Recuperação e Resiliência.

 

Na sua intervenção, a Comissária Europeia para a Igualdade, Helena Dalli, fez um balanço do primeiro ano da Estratégia da Comissão Europeia para a Igualdade de Género e afirmou que se deve olhar para a crise atual como uma oportunidade de redobrar os esforços que visem a igualdade de género e os direitos das mulheres, impedindo assim retrocessos e concretizando a Estratégia Europeia para a Igualdade de Género até 2025.