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“A UE deve continuar a ser líder na indústria”

24 fev · 12h00

Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital © Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia / Pedro Sá da Bandeira

“A União Europeia deve continuar a ser líder na Indústria”, defendeu Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, ao apresentar a visão da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia nos “Dias da Indústria 2021”, iniciativa da Comissão Europeia.

 

Ressalvando a importância de estarem disponíveis instrumentos financeiros que tragam estímulos a curto e a longo prazos, a indústria deverá ter a ambição de manter a liderança no que diz respeito aos bens tangíveis. “Os bens intangíveis têm aumentado, e têm contribuído para o produto interno bruto, mas os bens físicos continuam a ser a base das nossas vidas”, considerou o Ministro da Economia. E “a produção de bens tem de ser compatível com a capacidade do planeta de sustentar a vida: a descarbonização, circularidade, eficiência energética terão impacto em todas as atividades humanas. A competitividade da indústria europeia terá de evoluir para este novo paradigma”.

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© Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia / Pedro Sá da Bandeira

Estratégia para a cooperação digital

A Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia vai promover uma estratégia abrangente de cooperação digital, alinhada com os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, com destaque para a União Europeia enquanto ator global, dando à indústria novas oportunidades de crescimento. O objetivo da sustentabilidade será possível se houver investimento “na ciência, inovação, investigação e nas capacidades das pessoas”, disse Siza Vieira.

 

A Comissão Europeia vai apresentar, durante a Presidência Portuguesa, a Estratégia Industrial Europeia, que deverá refletir o valor do Mercado Único e trazer novos contributos perante os compromissos relacionados com a transição verde e digital. Do mesmo modo, “a política económica e as trocas comerciais precisam de continuar a ser internacionais, respeitando sempre os valores europeus”, ressalvou o Ministro.

 

Para Siza Vieira, a União Europeia deverá continuar a ser um produtor de tecnologia e não apenas um seguidor. As tecnologias devem impulsionar novos modelos de negócio e novas soluções, contribuindo para as práticas da economia circular, defendeu, e as pequenas e médias empresas, “a espinha dorsal da nossa economia”, devem ter mais acesso a financiamento e deve ser incentivada a criação de alianças industriais estratégicas.