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“A Europa deve liderar com maior conhecimento e com uma Área Europeia de Investigação renovada”

Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

26 fev · 19h00

© European Union 2021

Perceber como o conhecimento, a inovação e a investigação poderão ser decisivos para a resiliência e recuperação europeia foi o tema central da videoconferência informal de Ministros responsáveis pela Investigação, presidida pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, a partir de Bruxelas.

 

Para Manuel Heitor, a recuperação e a resiliência estão associadas à Área Europeia de Investigação, que vai ser um suporte na transição verde e digital. “Desde a ciência quântica, às vacinas e ao hidrogénio verde, enfrentamos desafios, mas também oportunidades. E sabemos que a ciência cria mercados, cria empregos e também atividades económicas de valor acrescentado.”

 

“Definimos linhas de ação sobre onde queremos estar daqui a dez e vinte anos. Porque a inovação é uma força de mudança positiva”, sublinhou a Comissária para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel. A Área Europeia de Investigação vai ajudar também na competitividade. “Esta é uma boa altura para estimular o crescimento”, acrescentou.

 

A Comissária ressaltou ainda a importância de reformas estruturais que ajudem a combater a fragmentação da ciência, a criar mecanismos voltados para resultados e fomentar a ideia de “ciência aberta”. E, juntamente com Manuel Heitor, defendeu a relevância das pequenas e médias empresas e do contributo da investigação também na economia.

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Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Mariya Gabriel, Comissária para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, em conferência de imprensa © European Union 2021

Sinergias e articulação entre os contextos nacionais, europeus e internacionais

Importa criar sinergias e articulação entre o programa Horizonte Europa e os Planos de Recuperação e Resiliência. E existe a necessidade de articular contextos nacionais e europeus, e estimular o financiamento internacional no setor da inovação e investigação. “Tendo em conta as especificidades dos países, mas tendo em conta a recuperação europeia”, defendeu o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

Existe um consenso entre os Ministros sobre a necessidade de articular fundos privados e públicos nos objetivos da União Europeia, para que se consiga cumprir a meta pretendida para 2030: 3% do produto interno bruto investido em investigação e desenvolvimento. 

Metrologia e biodegradabilidade

Dada a crescente importância da metrologia, a União Europeia vai fazer parte de uma parceria relacionada com esta área, a ser apresentada este ano. O objetivo é alcançar a liderança global e ser uma rampa de lançamento para tecnologias emergentes.

 

O Parecer Científico sobre a Biodegradabilidade dos Plásticos em Ambiente Aberto é algo a que os Estados-Membros vão também prestar atenção, já que esta pode ser uma solução no que diz respeito à economia circular e à forma como os plásticos podem ser reciclados.