Descascando as camadas da cultura material portuguesa, como um arqueólogo urbano contemporâneo, Vhils reflete sobre o impacto da urbanidade, do desenvolvimento e da uniformização global sobre as paisagens, e a identidade das pessoas. Destruindo para criar, Vhils trabalha com materiais que a cidade rejeita, humanizando zonas deprimidas com os seus comoventes retratos em grande escala.
Começou a interagir com o espaço urbano através da prática do graffiti, no início da década de 2000, e desde 2005 vem apresentando o seu trabalho à volta do mundo, em exposições, eventos e outros contextos – do trabalho com comunidades nas favelas do Rio de Janeiro a colaborações com reputadas instituições na Europa, EUA e Ásia.
Um ávido experimentalista, Vhils tem desenvolvido a sua estética pessoal numa multiplicidade de suportes: da pintura com estêncil à gravura em metal, do vídeo a instalações esculturais.
Procura dissecar o sistema de dualidades intrínseco ao edifício ideológico ocidental, conceptualmente reduzido a uma equação de simplicidade e opostos excludentes: mais/menos, positivo/negativo, preto/branco.
Sob a insígnia ±MaisMenos±, o artista tem produzido trabalho dentro e fora de Portugal, numa variedade de suportes: do vídeo às instalações esculturais, da pintura à performance.
A par de inúmeras intervenções no domínio da arte pública – por vezes à margem da lei, como, por exemplo, invadindo espaços vedados ou intervindo sobre propriedade privada – realizadas em vários países, o projeto também tem sido exposto em mostras individuais e coletivas em múltiplos contextos.
Queta Tavares vai buscar inspiração e motivação a tudo o que o leva a contemplar a vida e lhe traz felicidade: cores, sorrisos, caras, detalhes, expressões, e tudo o que enriquece a sua criatividade e o impulsiona a fotografar.
Em 2016 mudou-se para Londres, onde foi descoberto numa loja de Shoreditch pelo fotógrafo britânico David Cantor, que ficou fascinado com a sua roupa e com o seu chapéu vermelho e lhe pediu para o fotografar. Essa fotografia acabou por ganhar o Taylor Wessing Photographic Portrait Prize, um dos prémios de fotografia mais prestigiados no mundo, tendo sido apresentada na National Portrait Gallery e em muitos outros locais em Londres.
Misturando elementos tradicionais e contemporâneos, as suas originais criações de base vetorial e intervenções de rua com recurso ao estêncil revelam uma impressionante complexidade e uma mestria na atenção ao detalhe. Com base na tesselação (recobrimento de uma superfície bidimensional), que procura harmonia a partir de repetições simétricas, e em técnicas de ilusão visual, como o trompe-l'œil, as suas composições de padrões criam um ritmo poético que brinca com a perceção do observador e as possibilidades de interpretação.
Desde 2006, tem exposto o seu trabalho em mostras individuais e coletivas, assim como participado em alguns dos principais eventos mundiais de arte urbana.
Desenhador compulsivo, obcecado desde jovem por todas as coisas gráficas e visuais, estudou artes, licenciou-se em Design e Comunicação Visual e trabalhou como designer gráfico durante alguns anos, tendo deixado a profissão para desenvolver a sua prática artística.
Hoje é conhecido pela destreza com que joga com o uso de cores, a tipografia, as personagens e as formas depuradas, que vai combinando de modo a produzir composições apelativas, imbuídas de originalidade e com um humor abrangente.
Tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas desde 2010.
Enquanto ilustrador, animador, designer gráfico, escultor e educador, a sua combinação de curiosidade, experiência, conhecimento e desconhecimento serve como um suporte constante com o qual o artista cria e onde se inspira. O seu trabalho é um convite e um desafio para mudar o mundo, seja ele grande ou pequeno.
Após ter vivido em Brooklyn, Nova Iorque, mudou-se recentemente para o Porto, onde, diz, é secretamente feliz.
De entre as várias colaborações profissionais na área do design que tem desenvolvido ao longo dos anos, destacam-se as com o estúdio Alva, em Lisboa, com a Pentagram Design, a Bloomberg Business Week e a Wieden+Kennedy, nos EUA.
Paralelamente, edita livros e discos através da Sleep City Records, produz cartazes para eventos culturais e tem colaborado como designer e ilustrador em inúmeras publicações alternativas. Já foi galardoado com vários prémios de excelência e tem exposto o seu trabalho autoral em inúmeras exposições individuais e coletivas em vários países. Atualmente trabalha em nome próprio, no BAD (Braulio Amado Design) Studio.
O seu trabalho está imbuído de conotações históricas e políticas, abordando temáticas como a diáspora africana, a miscigenação cultural e identitária e as correntes transculturais.
Formou-se em escultura pela ESAD – Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha) e realizou o mestrado na Columbia University School of the Arts, em Nova Iorque).
Foi um dos representantes de Angola – país onde tem repartido residência com Portugal – na 56.ª Bienal de Veneza (2015). Expõe regularmente desde 2005, em mostras individuais e coletivas, e encontra-se representado em várias coleções públicas e privadas, incluindo a Coleção da Fundação EDP, a Fundação PLMJ, a Coleção Sindika Dokolo e Fundação Calouste Gulbenkian.
Produzindo projetos em várias áreas criativas e comerciais, a sua linguagem caracteriza-se pela utilização de letras volumétricas e layouts dinâmicos com mensagens impactantes e cores vibrantes, tendo sempre por base o desenho à mão, posteriormente pintado com pincel ou aplicado digitalmente.
O ateliê também explora a vertente artística da letra em exposições, edições artísticas, e na produção de murais e intervenções de arte urbana, em que a mensagem é sempre inspirada pela comunidade onde a obra se insere.
Atualmente, o seu foco recai sobre a vida quotidiana de jovens de descendência africana em Lisboa, explorando aspetos como a identidade, as perceções raciais, as desigualdades sociais e económicas, e a inclusão social. Captando fragmentos do dia a dia, reproduz as narrativas daqueles que raramente têm voz nos meios de comunicação tradicionais, lembrando-nos que as suas experiências têm um paralelo em todo o mundo.
A representação da figura humana surge num jogo entre melancolia e afirmação, com uma bidimensionalidade criada pelos sinais gráficos de fundos. O trabalho de investigação vai-se manifestando também no exterior, procurando manter a coerência plástica do trabalho de ateliê e do trabalho mural com base no conhecimento adquirido da arte académica e da arte de rua.
Pintando com igual destreza murais em grande escala e trabalhos intimistas em papel e tela, o seu uso de cores contrastantes e formas geométricas dá vida a lendas e mitos ancestrais, compondo histórias fantásticas com um apelo universal. Tem exposto o seu trabalho em mostras individuais e coletivas desde 2010.
Trabalhando principalmente com elementos figurativos, é reconhecido pelo seu singular panteão de figuras expressivas e espirituosas, inspiradas numa combinação de interesses que se estendem da cultura pop contemporânea à mitologia clássica e oriental, e que têm ganhado vida quer na escala mais íntima do trabalho em tela ou papel, quer nos grandes murais que o artista pinta no espaço público.
Mar explora com particular ênfase certos elementos estruturais, como as mãos e os corpos volumétricos, e a sua linguagem onírica veicula um mundo de jogos de poder e contrapoder, emoções vastas e profundas, realidades e surrealidades, e todo um novo bestiário de criaturas fantásticas – temas materializados com um toque de humor.
Tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas desde 2004.
É uma artista multidisciplinar que desenvolveu um corpo de trabalho profundamente pessoal, com imagens cheias de cor e profundidade, com a capacidade de transmitir mensagens emocionais plenas de significado e, por vezes, um twist agridoce.
Ao longo dos últimos anos, tem gradualmente transformado estas histórias em experiências imersivas, que desafiam os limites dos materiais. As suas intervenções em espaços públicos são um convite a assumir a alegria e romper com o mundano e a rotina.
O seu trabalho baseia-se na linguagem pictográfica, combinando símbolos, texturas e padrões com composições experimentais, sendo em grande parte monocromático e influenciado pelo design gráfico, com raízes no primitivo e no elementar. As suas obras transportam o observador numa viagem sem fronteiras, através de uma única linguagem: a linguagem gráfica.
Formada em Artes Plásticas pela ESAD – Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha), concluiu o Curso Técnico de Fotografia na ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação (Lisboa, 2008), onde desenvolveu e aprofundou a fotografia de cena. Colaborou e participou em várias exposições coletivas e individuais no decorrer dos seus estudos.
Após estagiar e trabalhar, durante alguns anos, na revista “Volta ao Mundo”, a fotografia documental e de viagens ganhou importância no seu percurso. Em Timor, colaborou na criação da WAP (WomenArtPower), estrutura para a capacitação feminina através do apoio à criação e divulgação de arte feita por mulheres. Publicou um livro de fotografias sobre o peculiar Natal em Timor, em colaboração com José Ramos-Horta e Xanana Gusmão (“Aqui Onde O Sol, Logo Em Nascendo, Vê Primeiro”, 2014).
Além do trabalho documental na imprensa, a plasticidade de que tira partido nas suas imagens tem levado a fotógrafa a expor as suas criações em galerias e espaços culturais. Aplica técnicas e padrões da cestaria e da tecelagem, conforme os sítios por onde passa, tirando proveito da aparente aleatoriedade dos objetos/sujeitos retratados e da estética criada.
Interessada, desde sempre, por um tipo de arte que é “inserido” no mundo, fascinada pela estética da rua e pelo contexto urbano, Tamara prefere ignorar espaços convencionais, como galerias ou museus, para apresentar o seu trabalho na rua ou em espaços públicos.
No seu trabalho, é representado o panorama erótico de um corpo contemporâneo com efeitos de dilatação dos limites que o constituem. Uma paixão bruta, em vez da deliberação racional, um corpo-sem-órgãos, um devir animal, as sensações experimentadas, “esfomeados histéricos nus” (Allen Ginsberg).
Apresentando uma linguagem plástica inspirada na estética urbana, Tamara Alves utiliza suportes com características multifacetadas – desenho, pintura, cerâmica e tatuagem.
Desde 2000, participa em vários projetos, exposições individuais e coletivas, e intervenções de arte urbana.
Empregando materiais como grafite, carvão e pastel seco, Teresa gosta de brincar com texturas e com o delicado contraste entre luz e sombra, criando impressionantes trabalhos fotorrealistas, plenos de detalhes, que têm recebido muita atenção por parte do público e da crítica. Tem exposto o seu trabalho em mostras individuais e coletivas desde 2015.
A assumida “agente provocadora nata” gosta de pensar, de escrever e de desenhar, dando vida a pequenas joias de sabedoria sarcástica embebidas em ácido, que refletem uma educação não convencional num colégio católico ao som da banda punk Black Flag.
Fazendo uso de uma variedade de suportes, incluindo objetos esculturais, instalação, pintura, desenho e escrita, a sua voz singular dá forma às suas observações mordazes e invetivas poéticas sobre o comportamento humano e a cultura contemporânea.
Desde 2011, tem apresentado o seu trabalho numa variedade de contextos, incluindo exposições individuais e coletivas em galerias, instituições e eventos artísticos em vários países.