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Cimeira Social

Cimeira vai demonstrar que modelo social europeu é uma “vantagem”

29 abr · 12h00

Nicolas Schmit, Comissário Europeu para o Emprego e Direitos Sociais © Photographer: Claudio Centonze, European Union, 2021, Source: EC - Audiovisual Service

O Comissário Europeu Nicolas Schmit considera que a Cimeira Social do Porto servirá para mostrar que o modelo social europeu “não é um fardo, mas uma característica distintiva e uma vantagem” da União Europeia.

“ Estas são as mensagens que queremos passar, com os Estados-Membros, na próxima semana no Porto: queremos assegurar aos cidadãos [que] aprendemos as lições da crise passada, queremos sublinhar que o nosso modelo social não é um fardo, mas uma característica distintiva e uma vantagem que nos permitiu navegar melhor do que outras regiões do mundo durante esta pandemia. ”

Comissário para o Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit

Destacando que “o investimento em serviços sociais” mostrou “ser crucial para uma resposta apropriada à crise” gerada pela atual pandemia, o Comissário para o Emprego e Direitos Sociais qualificou a cimeira como “um marco importante para a Europa” e para as suas instituições. Até porque, prosseguiu, a pandemia “travou um progresso de vários anos” no que se refere às taxas de emprego da UE e travou as “iniciativas e a luta” da Comissão contra o desemprego, criando “muitas novas incertezas”.

 

Relembrando que a Comissão Europeia definiu “a transformação e a modernização da economia” como uma das suas prioridades – através da transição verde e digital –, Schmit sublinhou que isso significa que “os empregos estão a mudar, e alguns irão certamente desaparecer”. Por isso, “o objetivo de uma Europa social é sobretudo ajudar os trabalhadores a adaptarem-se à mudança e a manterem-se relevantes na economia de amanhã”.

 

“Estamos todos conscientes de que há uma grande diversidade nos nossos sistemas sociais, mas, ao mesmo tempo, temos de trabalhar para [que haja uma] maior convergência em termos de progresso social em todas as partes da Europa, porque não podemos ter uma economia europeia integrada sem que haja também convergência social entre os Estados-Membros”, destacou.

 

* em colaboração com a LUSA